quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Confissões

Sou uma criatura devidamente regada por vontades que não sei definir quais são.

Um imbecil, é deve ser. Provavelmente não sou o único, mas hoje estou me sentindo um saco vazio, um saco de arroz vazio. É claro, que muitos podem estar lendo isso e pensando ''lá vem o Gabriel com seu melodrama''. Isso mesmo, sou eu mesmo e todo meu melodrama, algum problema? Como diria alguns amigos meus, ninguém dorme com os meus olhos pra saber o que sinto, como também não sei o que todos sentem, normal.

Desempregado, deslocado, incomodado e... Muitos outros ''ados''. Mas que merda! Eis-me sentado nesta cadeira de rodinhas tomando café em plena madrugada esperando que amanheça. E que, por sinal, minha vida ultimamente está sendo à base de esperar. Espere sua hora vai chegar, espere algo bom vai vir, espere isso, aquilo também... blá blá blá... eu odeio esse negócio de esperar!!!

Quer saber? Realmente perdi o pique de escrever... Afinal, terei que esperar alguém ler, terei de esperar algo acontecer e tal não é mesmo?

O fato que mais odeio é querer fazer algo e não poder por algum motivo alheio. Eu até condeno quem tem oportunidade e não corre atrás, mas querer correr e não ter caminhos isso sim, é a gota d'água!

Enfim... A vida segue, na espera de algo... Na espera...

Silêncio, cadeira, café e espere...
(teve até um ar familiar)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

METAMORFOSE

Dedicado a P.S.


Plena virtude de mistério envolta,

Ancora do bálsamo restaurador

Uma alva mulher do mundo revolta

Lava a alma com suas lágrimas

A cada minuto perturbador!



Surge então em seus olhos a Fênix,

Um animal épico que a faz renascer

Removendo as brumas de seu coração

Um segundo e a mulher, sem perceber,

Agora tem a forma de um imperial dragão

Ganhou os céus, equilibrou-se num Yin

Yang da mais amorosa perfeição!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A ESCADA

Numa arcaica sinfonia
Aos berros duma cobra
Minha mente se desdobra
Para escapar desta medíocre hierarquia.

Os que tem sobre os que não tem
Malditos! Pobrezinhos dos que em solavancos
Levam a vida à miíde nos barrancos
Enquanto outros tudo e todos nos bolsos contém!

A Terra, esta torpe morada
que deveria ser Mãe acolhedora
Ao invés de ser redonda, devia ser uma escada!

Onde (sabemos) cada um teria seu patamar
Uns dormiriam em sedas, já outros numa manjedoura.
Crítico! Os tadinhos todos pelos becos a chorar!

CÂNTICO

"eu queria, nem que fosse por um instante apenas, existir"

No alto do céu, no mais alto cume
Onde nem mesmo Deus pode tocar
Existe um estrela negra
Ela, de máxima leveza,
Exala um aroma púrpuro.
De si goteja um líquido leitoso
Mais gelado do que a neve.
Mesmo colossal, ninguém a percebeu
Está além da vida e da morte,
Do céu e o inferno. Esta estrela , sou Eu!

MONÓLOGO DE UM IMORTAL

Nauseante!
No andar lendo das horas,
assim mesmo de repente,
Interroguei-me à respeito
Destas rubras dúvidas que,
Com força tamanha assombram-me os joelhos...
Malditas! Como a mitológica Fênix
Sempre renascem depois de mortas.
"- Como se mata um imortal?"
...
Eu, assim como minhas dúvidas,
Sou um imortal assombrado
Pela previsível força da
Imortalidade transcendental!

ELA

(oferecido à J. A.)

Onde ela está?
Por que ela não aparece?
Apareça mulher!
Solte seus negros mantos
Doirados de madeixa
Brilhe seus olhos com estrela d'água
Exale o aroma
De sua respiração.
Seu poro, doce mulher,
É onde quero morar
Quero semrpe te ver (ter)
Pois você é minha serenata ao luar!

A BANDEIRA

Fitas grossas e rubras
Despencaram dos pulsos
Da moça virgem...
Perdera seu amor primeiro
E numa explosão de angústia
Encontrou seu objetivo derradeiro.
Adornado, o corpo em roxo
Contrastado com as fitas vermelhas pulsantes
Transformou-se numa bandeira
Das dores todas de Amor...