sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bilhete


"Só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo que creio. Não nasci para ser metade. Em nada, para nada, nem para ninguém. Sou inteiro, por essência. Terás de mim o inteiro, exceto se me deres apenas metade. Deixo minha seriedade para as horas em que ela é inevitável. No mais, fico sorrindo à toa." - Maysa, a cantora.

ODE DO PESAR

Invejo os pecados que a religião abomina.
Tenho necessidade de ser intenso.
Quero ser sol, lua, magma, estrela vespertina;
Nado na horas, brindo séculos, mergulho no mar imenso!

Invejo as ninfas que
Seduzem num olhar.
Invejo o vento frio
Que é sentido na pele descalça.

Soberano desejo de ser este vinho,
Este fermentado de uvas.
Queria ter sabor!
Alemintar a fome, regar a sede
De um alguém...

Mas, que entretanto, sou este homem
Incompleto, vazio, sem amor
Fardado a vagar pela estrada,
Testemunhar a Felicidade alheia
E acariciar os que sofrem
Sendo obrigado a esquecer
Minha própria dor...

Assim como fui esquecido
Por Deus...
Por....
Deus!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A FLOR

Como as flores nos campos
Ela exala seu perfume derradeiro
Mostra sua pétala ofertada aos santos
Trazendo-nos o suspiro primeiro
Ah! Flor! Ès primaveras!
Desabroxa no romper da aurora
Mostra-se impar, no decorrer das eras
E sua beleza em todos os cantos desaflora
Mostre-se ao mundo Flor,
Eu a vejo parada,
Mostre todo esse seu Amor.
Ja te conheço, ja daquela estrada
Ès flor do mundo, do ardor.
Tens tudo do mundo e o mundo não te tens em nada!

Passagem...

"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre." - Miguel Sousa Tavares

O Ipê Amarelo

Eu quero um ipê amarelo! Nossa como eu quero um ipê amarelo!De copas amplas, de grandiosa amplitude, de galhos de proporções épicas com folhas verdíssimas, e que no inverno, todas elas se desmantelem no chão, deixando-o todo puro, todo nu... Ai então as flores amarelinhas tomem o lugar do esverdeado...flores amarelas! Isso mesmo todas amarelas, com um amarelo ouro, com alguns tons mais claros indicando a pureza desta singular árvore. Tão inocente minha árvore! Ah! Meu ipêzinho amarelinho, tão bonitinho, tão inocente, que deixaria uma criança com aparência mundana... Seu tronco! Firme e forte, que nem mesmo o mais rude dos lenhadores poderia derrubá-lo! Tronco marrom! Tronco forte! Tronco-rocha! Sim, isso tudo é meu ipê amarelo! Como quero meu ipê amarelo! Amarelinho, amarelão, é meu ipê. Ele é assim tão ipêzinho esse meu ipêzão... Tão ipê, tão real, que até parece sonho...

domingo, 4 de abril de 2010

DA FELICIDADE


"Quantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!”
(Mário Quintana)


sexta-feira, 2 de abril de 2010

"Sonho Infantil"


"Num canto guardado,

Um João bobo, que pança!

Um sorriso estampado,

Um brinquedo criança.


E eu cada vez mais criança

Via o João meu e gostava da pança.

Envelhecendo o João Bobo furou

Eu fui crescendo e o sonho acabou..."


Edilson B. Miranda (pai)